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Quando falamos em animais clonados, a primeira imagem que nos vem à ideia é a ovelha Dolly. Considero interessante começar por aí!

A ovelha Dolly foi o primeiro mamífero gerado pelo processo de transferência nuclear de células somáticas (consultar post sobre as técnicas de clonagem). Nasceu em 5 de Julho de 1996. Se por um lado foi considerado um importante passo na evolução da ciência, por outro lado também gerou inúmeras polémicas éticas e científicas. Dolly foi vitíma de grande sofrimento, sofreu de envelhecimento precoce e de outras doenças. A sua morte ocorreu em 13 de Janeiro de 2003, por eutanásia.
Processo de clonagem :





Vídeo sobre as etapas 2 e 3 :







Fontes :
http://www.integral.br/zoom/imgs/267/image009.jpg
http://www.ufrgs.br/bioetica/dollyca.htm

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Considero que de um modo geral abordei o processo de execução da micropropagação, assim como as suas vantagens e desvantagens.
Espero ter conseguido ajudar na aquisição de novos conhecimentos na área da Biogenética.

Gostaria de solicitar às colegas e a todos os visitantes do blog, para publicarem aqui os comentários acerca da vossa opinião final!

Deixo as seguintes questões :
1. Concordam com a micropropagação?
2. As vantagens superam as desvantagens?
3. Qual a prespectiva que têm sobre o futuro, ajudará num futuro sustentável?

( Aguardo as vossas respostas e opiniões )


Tendo em conta que ainda gostaria de abordar a clonagem animal, vamos iniciar o assunto já no próximo post.

Mónica

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Além das potencialidades que referi acerca da micropropagação, existem muitas outras possibilidades, nomeadamente:

- O aumento da representatividade de plantas ou frutas normalmente consideradas de difícil cultivo em habitat's naturais.
- Aumento da qualidade das plantas com fins terapêuticos, melhorando o seu efeito na saúde das populações.
- Contribuição para a diminuição da pobreza.


Esta são mais algumas possibilidades da aplicação da técnica da micropropagação.

......Mas e as desvantagens?


Nota Importante : Esta mensagem deveria ser apresentada antes do post «Desvantagens»

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Como referi num tópico anterior, as principais desvantagens apontadas são :

(1) Elevados custos de produção.
(2) A homogeneidade das plantas pode torná-las mais sensíveis a doenças.
(3) Perda da biodiversidade.


A primeira desvantagem já foi abordada e pode ser minimizada.
A segunda desvantagem, com as possíveis modificações genéticas (ex. plantas BT) talvez seja um modo de evitar a contaminação por pragas.

No entanto, a maior polémica gera-se na terceira desvantagem. Sabemos que ao criar colheitas provenientes de frutas e plantas com a mesma informação genética, estaremos a dar um passo na extinção das variedades dessa mesma espécie.
Sobre os perigos da redução da biodiversidade das plantas, os especialistas dão «ênfase para as unidades de propagação in vitro – na verdade micropropagação vegetal a partir de pedacinhos minúsculos de tecidos, que requerem espaço mínimo nas prateleiras dos laboratórios (...). Não é de hoje que ambientalistas e cientistas contabilizam a perda anual de espécies animais, vegetais, fungos e bactérias, nos alertando para o prejuízo que tal redução representa para esta e para as futuras gerações.»


O Eng Agrónomo Barbosa afirma acerca da protecção de reservas ecológicas onde exista uma grande variedade de flora, «que somente tais métodos de conservação dos recursos da diversidade biológica não são capazes de evitar o crescente perigo de extinção de espécies e, sobretudo, a perda da variabilidade genética. Assim sendo, faz-se mister que novas formas de conservação desses recursos sejam incorporadas aquelas já em uso, com a finalidade de diminuir, ao máximo, essas perdas irreversíveis. É preciso, com urgência, conservar tais recursos fora do local de ocorrência, ou seja, ex situ. Nesse caso, podem ser mantidos indivíduos, sementes, embriões ou outras estruturas vegetais, animais ou de microrganismos, sob diferentes condições, dependendo do material utilizado no campo, em casas de vegetação, em câmaras secas sob baixa temperatura, em meio de cultura com baixa concentração salina (conservação in vitro), criopreservação ou banco genômico. O importante é que esse material conservado possa ser reproduzido também por técnicas biotecnológicas, e/ou convencionais.»

De acordo com esta opinião, actualmente existem organizações que estão a efectuar a preservação de sementes. Ver o video:



Será uma forma de minimizar ? Será uma solução?


Partilho convosco uma intervenção num website de agronomia:
demonstra que talvez esteja a ser dada pouca importância a esta desvantagem da perda de biodiversidade genética.


Mónica Mogne

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Neste vídeo de uma empresa de Micropropagação podemos observar as principais vantagens do processo, mas penso que acima de tudo é uma excelente forma de perceber o porquê dos custos elevados na produção e a necessidade de técnicos especializados. Ficamos também a compreender melhor a qualidade e rigor dos produtos que se obtêm através da micropropagação.

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«Conforme afirma Borém (2007), “no setor florestal, por exemplo, a multiplicação de espécies através da clonagem é compreendida como um componente essencial”.»

Esta pode ser uma forma de atenuar a desflorestação. Uma área desflorestada pode demorar décadas até voltar a adquirir o mesmo património florestal.
A Micropropagação actua em duas vertentes :

(1) Tendo em conta que a Micropropagação pode facilitar o desenvolvimento das plantas, «possibilitando sua multiplicação rápida e em períodos de tempo e espaço reduzidos», pode ser uma oportunidade para atenuar os espaços já afectados.

(2) Com a aumento da produtividade das culturas (quantidade de produto na colheita), poderá reduzir-se a área necessária para a agricultura (reduzindo a necessidade de desflorestação com fins agrícolas).


Fontes:
Oportunidades de Negócios para a Micropropagação in vitro de vegetais: http://www.sober.org.br/palestra/13/797.pdf
A Biotecnologia : http://clientes.netvisao.pt/ltomas/A%20Biotecnologia.htm

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Neste post gostaria de partilhar as ideias expressas num pdf. acerca das «OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS PARA MICROPROPAGAÇÃO IN VITRO DE VEGETAIS» - http://www.sober.org.br/palestra/13/797.pdf .

Este documento relata a situação económica no Brasil e o potencial da micropropagação para o desenvolvimento da economia. Segundo estudos e afirmações das autoridades, existe um mercado cada vez mais competitivo e é fundamental obter um produto com mais qualidade e com um desenvolvimento mais rápido. Esta situação leva a que a autora considere viável o investimento em actividades de incentivo ao desenvolvimento da Biotecnologia (o que ocorre em grande parte dos países desenvolvidos).

Podemos ler no documento que a micropropação é «[...] técnica através da qual se propaga plantas dentro de tubos de ensaio ou similares de vidro, sob condições adequadas de assepsia, nutrição e fatores ambientais, como luz, temperatura, oxigênio e gás carbônico. A cultura in vitro de plantas é uma das técnicas mais polivalentes no campo da biotecnologia. (CARVALHO et al. Apud CID, 2001)» . A micropropagação baseia-se na Teoria da Totipotência, ou seja, «qualquer célula viva de um vegetal possui a capacidade de tornar-se uma planta inteira ou parte de uma planta, bastando receber as condições ambientais adequadas». No passado os agricultores já tinham conhecimento de que «qualquer célula vida de um vegetal possui a capacidade de tornar-se uma planta inteira» através de processos artificiais de multiplicação vegetativa (ex. Estaquia, Mergulhia, etc.), contudo nem sempre é fácil proporcionar «as condições ambientais adequadas», o que torna o processo muito mais lento.
É neste sentido que a micropropagação pode dar o seu grande contributo, através do desenvolvimento vegetal em ambientes assépticos e controlados. Se o processo for realizado mediante as respectivas necessidades da planta, poderá obter-se um sucesso de 95% no transplantio para o terreno. (ver trabalho desenvolvido pelo engenheiro agrónomo Fernando Nicoloso acerca da micropropagação do Ginseng Brasileiro, em http://www.redbio.org/portal/encuentros/enc_2001/posters/01/posterpdf/01-061.pdf )

O projecto veio ainda demonstrar que uma das desvantagens apontadas pode ser atenuada, ou seja, com «a homogeneização da matéria-prima» obtemos «optimizações no processo produtivo, o que, consequentemente, permite a obtenção de redução nos custos de produção».

São apontados neste artigo alguns dos principais motivos para o entrave ao desenvolvimento da Micropropação (no Brasil) :
• As sementes a adquirir pelos agricultores são mais caras (porque foram produzidas em laboratório), contudo « a sua colheita não apresentará uma maior valorização monetária». Existe pouca valorização das prácticas na Biotecnologia.
• Escassez de mão de obra qualificada.
• Poucos recursos financeiros para a Pesquisa e Desenvolvimento da Biotecnologia (excepto para as grandes empresas que já o fazem com investimentos particulares).

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